Não se preocupem comigo, eu fico bem

Friday, July 01, 2005

Broken Bracelet

A história conta-nos que há muito tempo atrás, antes de partir sozinho em direcção ao horizonte com destino incerto, um puto recebeu do seu anjo da guarda, uma pulseira. Era toda ela preta, exceptuando pequenas pedras brancas dispersas sem padrão. Acredita-se que o puto tenha questionado o anjo sobre as razões que o levaram a abandoná-lo. O anjo respondeu-lhe que embora estivesse destinado a cuidar dele, era tempo do puto ficar entregue a ele mesmo. A verdade é que chegara a hora do anjo partir, deixando-lhe apenas a pulseira. Aconselhou-o a que nunca a tirasse, pois lhe traria sorte e protecção e, caso um dia ela se partisse, tudo o que o seu coração desejasse se tornaria realidade...

E a partir daqui poderia inventar uma história infantil, estilo aquelas que se vêm naqueles livros "Novas Flores para crianças", mas sabem que mais? Não o vou fazer, porque ainda não há muito tempo atrás disseram-me que eu não tinha jeito para tal (obrigadinho pela sinceridade). Do que eu vou falar neste post, é sobre a minha pulseira preferida, e única que alguma vez tive, já agora que isso fique bem claro.

Eu gostava de poder acreditar nas fantasias que dizem que quando ela se parte, todos os sonhos se vão realizar. Mas o facto é que ela já se partiu há bastante tempo e nada aconteceu. Mesmo não acreditando nesse mito, porque realmente não aconteceu nada, não me custava acreditar que enquanto a usava, eu tinha sorte. E após alguns anos sem a ter retirado, até já estava mais ou menos afeiçoado a ela, e quanto mais não fosse, permitia-me recordar constantemente as pessoas donde essa pulseira veio, e acreditar que elas continuavam sempre ao meu lado. Mas a vida não é como as histórias, cada uma dessas pessoas cresceu e seguiu a sua vida.

Para quem possa achar toni, a ideia de uma pulseira poder dar sorte, havia um gajo que no fim dum PTQ andava-se a queixar que tinha sempre azar, questionando se tal facto não poderia estar relacionado à T-shirt que usava, pois a semana passada tinha a mesma vestida e também lhe teria dado azar.