Não se preocupem comigo, eu fico bem

Friday, September 15, 2006

Popstar

Gostava que o meu cérebro estivesse ligado a uma impressora, assim sempre que tiver uma boa ideia é só fazer print de modo a ela não se perder. Poderia ir ainda mais além, e fazer print a todas as ideias, para quando tivesse tempo fazer um processo de selecção entre as potenciais vencedoras e o lixo. Dessa forma, teria sempre conteúdos para escrever aqui no blog. Quando estou deitado com insónias, à espera de adormecer penso sempre em tudo, o que se calhar leva a que não facilite eu adormecer, nessas alturas escrevo sempre posts perfeitos na minha cabeça, mas no dia seguinte quando acordo apenas tenho algumas reminisciências deles. No fundo, não é mais do que actualizar a ideia lírica do artista sempre acompanhado do seu fiel bloco de notas a fim de registar as inspirações que podem surgir a qualquer instante, pela madrugada, pela manhã, de noite, ou durante qualquer actividade, a comer, a tomar banho, usar a casa de banho, ou até mesmo durante as insónias.

Bem sei, até porque foi intencional, que o nome deste post é Popstar, e que eu acabei de dizer não tem nada a ver com Popstar. Faz-me lembrar os episódios dos Simpsons, onde nos primeiros minutos estamos a deslumbrar um certo rumo que o episódio vai levar, mas são apenas sequências de eventos que nada têm a ver com a história principal e que apenas nos encaminharão para ela. Por exemplo. Num episódio, os Simpsons estão a passear num centro comercial e entram numa loja Hi-Tech, cheia de produtos modernos mas fúteis, como um escovador de nariz. O dono da loja de Comics e BD tinha ganho um cinto hi-tech cheio de geringonças num cupão, mas como era gordo não lhe servia e queria trocar. A loja não fez a troca, e o Bart comprou-o por um dollar. No dia seguinte, o Bart fez furor na escola a mostrar o cinto que fazia tudo. Um bando de arruaceiros deu-lhe uma tareia e roubou-lhe o cinto. Por esta altura, já estava a ver que ia ser mais um episódio centrado no Bart e nos problemas na escola, mas bem que apostava e falhava. O episódio centrou-se no Homer e no Moe. Quando o Homer foi falar com os pais dos miúdos que roubaram o cinto e bateram no Bart, eles começam a dar uma grande tareia no Homer, que não sentiu nada. É aí que se descobre que o Homer tem uma grande resistência aos golpes na cabeça e decide começar uma carreira no Boxe tendo como manager o Moe do bar que fora outrora um Boxeur promissor.

Para não me desviar mais do assunto vou já directamente explicar em que contexto utilizo o termo Popstar. Na gloriosa série Morangos, embora sem o esplendor da segunda season que nos deu personagens tão populares como Carlota e Soraia, Popstars são um grupo de raparigas que pensam que são superiores aos restantes colegas. Acham que todos os que não pertencem ao seu grupo não têm valor. Já várias vezes aqui escrevi sobre os Morangos, e é com saudade que relembro o Simão e a Ana Luísa ao som da música dos fingertips, mas porque razão agora as Popstars?

No mundo do Magic também existem vários sub grupinhos, incluindo um grupo de Popstars. Este é o grupo para o qual todos os barns do Magic em Portugal querem entrar, ou pelo menos darem-se bem com ele. Qualquer jogador mediano, ou mesmo mau que entre para as Popstars, é óbvio que vai melhorar o seu nível porque está rodeado de alguns dos melhores jogadores do país. Mas vai imediatamente pensar que já faz parte da elite, só por se dar, ou estar no grupo das Popstars quando na verdade ainda não é nada do outro mundo, apesar de ter melhorado imenso.

E agora pensarão aqueles que sabem como é a comunidade Magic: tantas voltas para explicar o Popstar, quando é uma coisa tão simples? Talvez um dos meus próximos posts venha a ser intitulado: Barn ! (em homenagem a muitas personagens do Magic)