Não se preocupem comigo, eu fico bem

Wednesday, October 03, 2007

Midnight Poison

Li por aí certa vez, que havia quem defendesse (e não me recordo se este quem sustenta cientistas ou médicos famosos, ou apenas um idiota qualquer) que se podia curar vícios através do excesso. Uma pessoa muito gulosa em vez de ver racionada a comida, seria forçada a comer, comer, comer até ela não poder mais. A um drogado ser-lhe-ia providenciada toda a droga que quisesse até ele morrer, e estava o problema do vício dele curado. Obviamente que isto não foi levado adiante porque existem sempre associações de defesa para tudo e para todos que acham que isto vai contra seja lá o que for, é irrelevante agora.

O que interessa é que eu estou enjoado de Magic, porque estou a ser forçado a jogar/testar em demasia sem parar. Block Constructed para os GP's, Standard para o Nacional, Extended para o Pro Tour Valencia, Vintage e Build your Own T2 para o Invitational. Já não consigo ver fetchlands à frente, quem já jogou com decks sem muitas, sabe como a coisa funciona, multiplicado por várias horas de Extended. Como tal, resolvi que ia fazer uma pequena pausa e não falar de Magic neste post.

Ora tinha eu acabado de regressar de San Francisco há uns tempos atrás, numa daquelas viagens que o voo de regresso saía de lá as 11 da manhã, mas que tive de ir para o aeroporto às 4 da manhã de directa, e em que os voos demoraram umas 18 horas até chegar a Lisboa, quando chego a casa e vou para a cama a pensar eu que ia dormir umas 15 horas. Nada disso, porque a certa altura do dia seguinte a minha mãe decide levantar-me da cama porque acha que eu já dormi demais.

Completamente mal disposto lá sou obrigado a sair da cama, quando o primeiro passo que ponho fora do quarto é recebido com uma ordem para não pisar a alcatifa que tinha acabado de ser lavada. Estava eu a pensar que se tivesse ficado a dormir, não estaria de pé para pisar a alcatifa lavada, quando até me começa a dar a fome, talvez mais que fome, antes uma vontade de comer Farfalle à Carbonara.

Lá estava eu, junto aos ingredientes e ao lume aceso, com os ingredientes do F à C separados na porção correcta, comigo a dizer a eles: "Se quiserem misturar-se sozinhos na panela e fazerem-me o comer, tudo bem. Mas caso não o queiram fazer, não se preocupem comigo, que eu, eu fico com fome, mas fico bem." A certa altura, achei que estava a ser parvo. Talvez porque havia pessoas atrás na fila. Paguei os meus 5 euros, recebi 1 cêntimo de troco, e realmente eles misturaram-se na panela.

Levei cinco parágrafos para gozar com o Farfalle à Carbonara do blog do Madcat, mas ficou bem. O importante, é ir devagarinho, não ser muito agressivo. Escrever um pouco, em vez de ir directo ao que se quer dizer, ou baixar umas barreiras antes de começar a atacar com o nosso único voador que draftámos.

No fundo, se eu quisesse troçar um pouco com o Madcat usando mais das mesmas fórmulas antigas, dir-lhe-ia que aqui a ler o meu blog ele não aprende nada de Magic. Que talvez o pudesse fazer, embora provavelmente não, lendo a Starcity, mas tem o problema de ser a pagar. Dir-lhe ia que poderia entrar com a minha conta, e que a pass era Pipinha_Fofinha, que Jesus lhe valha pelo que essa rapariga tem de aturar.

Inevitavelmente, sempre que penso na Pipa, penso em perfumes, e saberão porquê se tiverem lido um post anterior a este. Durante algum tempo andei hipnotizado por um cartaz, ou um anúncio que via do perfume Midnight Poison, sem nunca o ter cheirado. Vim a descobrir que a rapariga que flutuava num cenário azulado ou violeta, era só a Eva Green e eventualmente a magia evaporou-se, mas ficou o nome, que deu um excelente título para o post embora não tenha nada a ver.


Confesso que ainda tentei meter neste texto uma referência ao facto de eu andar sempre a perder leitores de mp3 e consequentemente só comprar os mais crappy que há pois já sei que os vou perder, mas não consegui.