Não se preocupem comigo, eu fico bem

Saturday, December 22, 2007

A coisa mais difícil

Há momentos na nossa vida que têm grande impacto quando nos atingem. Alguns são coisas subtis que não damos por elas, outra vezes não o são. Sabemos que eles vão chegar. Mas mesmo conseguindo vê-los a aproximarem-se, nunca conseguimos estar preparados para o impacto. A única coisa que podemos fazer, é reagir depois deles.

Segundo uma certa teoria, e aqui ao contrário de algumas outras - raras - vezes não estou a falar levianamente, existem diferentes fases que uma pessoa experiencia até que a vida volte a seguir em frente.

Tão encantada como uma viagem mágica à terra da negação, o sítio onde nos refugiamos quando não queremos enfrentar a realidade, mas também tão terra à terra como uma doença terminal. A nossa primeira reacção é negar, que nos possa ter acontecido a nós.

Quando se torna evidente que não há fuga possível aos factos e não nos podemos esconder mais na negação, segue-se a fúria, irracional e cega apontando em várias direcções. Por vezes a nós próprios, ou então ao destino, como se fosse uma entidade cruel que faz como entender das nossas vidas e que não pode ser confrontado para explicações.

Prometemos mudar, oferecemos qualquer coisa, mas não é possível voltar atrás no tempo seja o preço que estamos dispostos a pagar. Não estivemos toda a nossa vida à espera de um milagre que nunca aconteceu, porque haveria de acontecer agora?

A cura para o desespero não passa pelo ignorar das coisas, de uma solução mágica, nem de um preço a pagar. É algo muito mais difícil. Viver, dia após dia o melhor que conseguirmos. Correndo o risco de sofrermos novamente, de voltar a errar ou de voltar a ser infelizes, ou de nos perdermos pelo caminho, não chegando ao nosso destino.

- Eu gostava de ter lições novas para transmitir. Eu sei que a maior parte de vós sabe o que acabei de escrever. Mas o receptor desta mensagem ainda não -